Os epicureus, os estóicos e a sociedade hodierna
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Durante o período em que permaneceu pregando o evangelho em Atenas, o apóstolo Paulo foi afrontado por alguns filósofos epicureus e estóicos, que começaram a discutir com ele. "Alguns perguntavam: 'O que está tentando dizer esse tagarela?' Outros diziam: 'Parece que ele está anunciando deuses estrangeiros', pois Paulo estava pregando as boas novas a respeito de Jesus e da ressurreição" (At 17.18). Mas quem eram esses tais epicureus e estóicos? Inicialmente cabe ressaltar que, embora citados lado a lado, pertenciam a duas correntes filosóficas distintas, dentre as tantas existentes na Grécia.

De maneira resumida, vejamos as principais ideias dessas linhas de pensamento.

Iniciemos pelos epicureus, escola fundada por Epicuro (341-270 a.C.) no ano 300 a.C., aproximadamente. A filosofia por ele apregoada trazia em seu bojo o ensinamento de que nosso objetivo precípuo deve ser obter para a vida, através dos sentidos, o máximo possível de satisfação afastando toda e qualquer forma de sofrimento. Extremamente materialista, ensinava que o bem supremo é o prazer. Demonstravam pouco interesse por política e pela sociedade, e tinham como palavra de ordem "viva o agora".

No mesmo período e nação surge o estoicismo, fundado por Zenão. Segundo os estóicos, as pessoas são parte de uma mesma razão universal. Criam que os processos naturais eram regidos pelas leis da natureza e por isso o homem deveria aceitar deu destino. Se mostravam insensíveis a tudo.

Observando tais pensamentos, fica patente que a sociedade em nossos dias tem "um quê" de epicurismo e estoicismo.

Como os epicureus, materialista ao extremo. O homem vive como se não houvesse um porvir: importa o aqui, o agora, o imediato. Busca o prazer a todo custo. Hedonismo é a palavra-chave.

À semelhança dos estóicos, aprisionada a um fatalismo ingênuo que têm servido de desculpa para a inércia, para a inoperância, para uma vida ao "Deus dará". Dando margem à insensibilidade quanto ao sofrimento do próximo e ao próprio sofrimento, sempre utilizando as velhas máximas como desculpa: "Deus assim o quis", "Se Deus quiser" e, por conseguinte, não movendo uma palha sequer para reverter situações adversas.

No areópago, chamaram Paulo de paroleiro, tagarela, pregador de deuses estranhos. Não se preocupe se acontecer o mesmo com você. A semelhança entre os pensamentos em voga hoje e os pensamentos dos epicureus e estóicos é gritante.

Mas faça como o apóstolo: pregue mesmo que te chamem de paroleiro. Muitos desdenharão e dirão: "A respeito disso te ouviremos noutra ocasião." (At 17.32). Mas sempre haverá os "Dionísios" e as "Dâmaris" que crerão (At 17.34).

Soli Deo Gloria!

Autor: Alessandro Cristian
Fonte: [ Blog do autor ]
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Porque Spurgeon foi Desprezado.

O fato de que foi sua ênfase em restabelecer a velha doutrina que provocou intensa oposição a seu ministério, Spurgeon não tinha a menor dúvida. "Somos depreciados como hipers;( Hiper-Calvinista) somos considerados a escória da criação; dificilmente um ministro nos dá atenção ou fala favoravelmente de nós, porque sustentamos fortes idéias sobre a veneravel soberania de Deus, Seus soberanos atos eletivos e Seu amor especial para com o Seu povo".

Pregando à sua igreja local em 1860, ele disse: "Não há uma outra igreja de Deus na Inglaterra, que durante os últimos cinqüenta anos, teve que passar por maiores provações do que as que nós temos tido... raro é o dia que rola sobre a minha cabeça em que a mais vil ofensa, a mais terrível difamação, não seja proferida contra mim, tanto privadamente como pela imprensa pública; todo engenho é empregado para pôr abaixo o ministro de Deus - todas as mentiras que o homem pode inventar são lançadas contra mim.... Eles não impediram a nossa utilidade como igreja; não diminuíram o número dos nossos congregados; aquilo que se esperava fosse mero espasmo - um entusiasmo que se esperava que duraria apenas uma hora - Deus tem aumentado diariamente; não por minha causa, e sim por causa do evangelho que eu prego; não porque havia alguma coisa em mim, mas porque me apresentei como um expositor do calvinismo claro, honrado e sincero, e porque procuro falar a Palavra de forma simples".

Spurgeon não se surpreendia com a inimizade que manifestada para com a sua proclamação das doutrinas da graça: "Irmãos, em todos os nossos corações há esta inimizade natural contra Deus e contra a soberania da Sua graça". "Sei de homens que mordem seus lábios e rangem os dentes de raiva quando prego a soberania de Deus.... Os visionários doutrinários atuais admitem a existência de um Deus, porém Ele não deve ser Rei: quer dizer, eles preferem um deus que não é deus, e dão preferência ao servo, e não Aquele que exerce governo sobre os homens." O fato de que a conversão e a salvação são obra de Deus é uma verdade humilhante. É por seu caráter humilhante que os homens não gostam dela. Ouvir dizer-me que, se hei de ser salvo é preciso que Deus me salve, e que estou em Suas mãos, como o barro está nas para com o Seu povo".

Pregando à sua igreja local em 1860, ele disse: "Não há uma outra igreja de Deus na Inglaterra, que durante os últimos cinqüenta anos, teve que passar por maiores provações do que as que nós temos tido... raro é o dia que rola sobre a minha cabeça em que a mais vil ofensa, a mais terrível difamação, não seja proferida contra mim, tanto privadamente como pela imprensa pública; todo engenho é empregado para pôr abaixo o ministro de Deus - todas as mentiras que o homem pode inventar são lançadas contra mim.... Eles não impediram a nossa utilidade como igreja; não diminuíram o número dos nossos congregados; aquilo que se esperava fosse mero espasmo - um entusiasmo que se esperava que duraria apenas uma hora - Deus tem aumentado diariamente; não por minha causa, e sim por causa do evangelho que eu prego; não porque havia alguma coisa em mim, mas porque me apresentei como um expositor do calvinismo claro, honrado e sincero, e porque procuro falar a Palavra de forma simples".

Spurgeon não se surpreendia com a inimizade que manifestada para com a sua proclamação das doutrinas da graça: "Irmãos, em todos os nossos corações há esta inimizade natural contra Deus e contra a soberania da Sua graça". "Sei de homens que mordem seus lábios e rangem os dentes de raiva quando prego a soberania de Deus.... Os visionários doutrinários atuais admitem a existência de um Deus, porém Ele não deve ser Rei: quer dizer, eles preferem um deus que não é deus, e dão preferência ao servo, e não Aquele que exerce governo sobre os homens." O fato de que a conversão e a salvação são obra de Deus é uma verdade humilhante. É por seu caráter humilhante que os homens não gostam dela. Ouvir dizer-me que, se hei de ser salvo é preciso que Deus me salve, e que estou em Suas mãos, como o barro está nas que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece". O mundo também tem uma religião universal, porém, vejam como Cristo põe isso abaixo: "Eu rogo por eles: não rogo pelo mundo". Deus nos ordenou dentre os homens: "Eleitos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito e pela fé na verdade".

Obviamente, Spurgeon considerava a diferença entre o calvinismo e o arminianismo como algo concreto e definível, e não mera questão de "equilíbrio" ou de proporção da verdade. Com o termo arminianismo ele não queria dar uma "ênfase" à responsabilidade humana, pois ele pregava a responsabilidade do homem tão fortemente como qualquer que já viveu. Menos ainda ele achava que uma coerente posição escriturística abranja as duas posições; na verdade, ele achava difícil ser paciente quando refutava essa confusão. "Não pensem", diz ele, "que vocês precisam ter erros em sua doutrina para se tornarem úteis. Temos alguns que pregam calvinismo em toda a primeira parte do sermão, e o concluem com arminianismo, porque acham que isso os fará úteis. Um absurdo útil! É tudo o que isso é. Se um homem não pode ser útil com a verdade, não pode ser útil com um erro. O que há na doutrina pura é suficiente, sem a introdução de heresias, para pregar aos pecadores. O fato é que existem questões doutrinárias definidas envolvidas na controvérsia entre os dois sistemas, e quando defrontado por uma dessas questões o homem deve sustentar ou uma ou outra.

Algumas dessas questões podem ser expostas como segue: Haveria um plano de redenção pelo qual Deus Se determinou a salvar, mediante Cristo, algumas pessoas que Ele escolheu?

Acaso esse plano prove a concessão gratuita de todas as coisas necessárias para o seu cumprimento, ou seria o seu cumprimento condicionado pela aceitação do homem?

Porventura Cristo, em Sua morte, assegura infalivelmente a redenção de todos aqueles que Ele representou como substituto?

Ao regenerar pecadores, será que o Espírito Santo efetua plenamente o propósito do Pai e aplica infalivelmente a obra redentora de Cristo?

Seria possível resistir à obra regeneradora do Espírito?

Acaso somos regenerados, ou nascemos de novo, por causa da nossa fé e arrependimento, ou seria a fé efeito e resultado da regeneração?

Provavelmente há alguns que objetariam até mesmo à formulação de perguntas como essas. Os breves artigos doutrinários do movimento evangélico moderno - diferentemente das confissões reformadas dos séculos 16 e 17 - nada dizem sobre essas questões, presumivelmente porque isso não é mais considerado necessário. A atitude predominante tem sido a de desdenhar as proposições definidas da verdade e contender por obscuridade e indefinição, como se isso fosse mais espiritual e bíblico, e contribuísse mais para a manuten¬ção da unidade. Portanto, não é surpreendente que em tal atmosfera de baixa visibilidade espiritual tenha se tornado corrente a idéia de que um homem pode ser arminiano e calvinista.

 Iain Murray
Morra para o Pecado - John Piper

Jesus morreu para que morramos para o pecado e vivamos para a justiça

...carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro,os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. (1 Pedro 2.24)

Por mais estranho que pareça, a morte de Cristo em nosso lugar e por nós, significa que nós morremos. Talvez alguém pense que, ter um substituto para morrer em seu lugar significa que ele escapa da morte. É claro que escapamos da morte - da morte eterna de miséria sem fim e separação de Deus. Jesus disse: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.28). "Todo o que vive e crê em mim não morrerá, eter¬namente" (Jo 11.26). A morte de Jesus realmente significa que todo o que nele crê não perece, mas tem a vida eterna (Jo 3.16).

Mas existe outro sentido em que morremos precisamente porque Cristo morreu em nosso lugar e por nossos pecados. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos peca¬dos, para que nós, mortos para os pecados..." (1 Pe 2.24). Ele morreu para que vivamos; e morreu também para que morrêssemos. Quando Cristo morreu, eu, como crente em Cristo, morri com ele. A Bíblia é clara: "fomos unidos com ele na semelhança da sua morte" (Rm 6.5). "Um morreu por todos; logo, todos morreram" (2Co5.14).
Porque Spurgeon foi Desprezado.

O fato de que foi sua ênfase em restabelecer a velha doutrina que provocou intensa oposição a seu ministério, Spurgeon não tinha a menor dúvida. "Somos depreciados como hipers;( Hiper-Calvinista) somos considerados a escória da criação; dificilmente um ministro nos dá atenção ou fala favoravelmente de nós, porque sustentamos fortes idéias sobre a veneravel soberania de Deus, Seus soberanos atos eletivos e Seu amor especial para com o Seu povo".

Pregando à sua igreja local em 1860, ele disse: "Não há uma outra igreja de Deus na Inglaterra, que durante os últimos cinqüenta anos, teve que passar por maiores provações do que as que nós temos tido... raro é o dia que rola sobre a minha cabeça em que a mais vil ofensa, a mais terrível difamação, não seja proferida contra mim, tanto privadamente como pela imprensa pública; todo engenho é empregado para pôr abaixo o ministro de Deus - todas as mentiras que o homem pode inventar são lançadas contra mim.... Eles não impediram a nossa utilidade como igreja; não diminuíram o número dos nossos congregados; aquilo que se esperava fosse mero espasmo - um entusiasmo que se esperava que duraria apenas uma hora - Deus tem aumentado diariamente; não por minha causa, e sim por causa do evangelho que eu prego; não porque havia alguma coisa em mim, mas porque me apresentei como um expositor do calvinismo claro, honrado e sincero, e porque procuro falar a Palavra de forma simples".

Spurgeon não se surpreendia com a inimizade que manifestada para com a sua proclamação das doutrinas da graça: "Irmãos, em todos os nossos corações há esta inimizade natural contra Deus e contra a soberania da Sua graça". "Sei de homens que mordem seus lábios e rangem os dentes de raiva quando prego a soberania de Deus.... Os visionários doutrinários atuais admitem a existência de um Deus, porém Ele não deve ser Rei: quer dizer, eles preferem um deus que não é deus, e dão preferência ao servo, e não Aquele que exerce governo sobre os homens." O fato de que a conversão e a salvação são obra de Deus é uma verdade humilhante. É por seu caráter humilhante que os homens não gostam dela. Ouvir dizer-me que, se hei de ser salvo é preciso que Deus me salve, e que estou em Suas mãos, como o barro está nas para com o Seu povo".

Pregando à sua igreja local em 1860, ele disse: "Não há uma outra igreja de Deus na Inglaterra, que durante os últimos cinqüenta anos, teve que passar por maiores provações do que as que nós temos tido... raro é o dia que rola sobre a minha cabeça em que a mais vil ofensa, a mais terrível difamação, não seja proferida contra mim, tanto privadamente como pela imprensa pública; todo engenho é empregado para pôr abaixo o ministro de Deus - todas as mentiras que o homem pode inventar são lançadas contra mim.... Eles não impediram a nossa utilidade como igreja; não diminuíram o número dos nossos congregados; aquilo que se esperava fosse mero espasmo - um entusiasmo que se esperava que duraria apenas uma hora - Deus tem aumentado diariamente; não por minha causa, e sim por causa do evangelho que eu prego; não porque havia alguma coisa em mim, mas porque me apresentei como um expositor do calvinismo claro, honrado e sincero, e porque procuro falar a Palavra de forma simples".

Spurgeon não se surpreendia com a inimizade que manifestada para com a sua proclamação das doutrinas da graça: "Irmãos, em todos os nossos corações há esta inimizade natural contra Deus e contra a soberania da Sua graça". "Sei de homens que mordem seus lábios e rangem os dentes de raiva quando prego a soberania de Deus.... Os visionários doutrinários atuais admitem a existência de um Deus, porém Ele não deve ser Rei: quer dizer, eles preferem um deus que não é deus, e dão preferência ao servo, e não Aquele que exerce governo sobre os homens." O fato de que a conversão e a salvação são obra de Deus é uma verdade humilhante. É por seu caráter humilhante que os homens não gostam dela. Ouvir dizer-me que, se hei de ser salvo é preciso que Deus me salve, e que estou em Suas mãos, como o barro está nas que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece". O mundo também tem uma religião universal, porém, vejam como Cristo põe isso abaixo: "Eu rogo por eles: não rogo pelo mundo". Deus nos ordenou dentre os homens: "Eleitos de acordo com o pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito e pela fé na verdade".

Obviamente, Spurgeon considerava a diferença entre o calvinismo e o arminianismo como algo concreto e definível, e não mera questão de "equilíbrio" ou de proporção da verdade. Com o termo arminianismo ele não queria dar uma "ênfase" à responsabilidade humana, pois ele pregava a responsabilidade do homem tão fortemente como qualquer que já viveu. Menos ainda ele achava que uma coerente posição escriturística abranja as duas posições; na verdade, ele achava difícil ser paciente quando refutava essa confusão. "Não pensem", diz ele, "que vocês precisam ter erros em sua doutrina para se tornarem úteis. Temos alguns que pregam calvinismo em toda a primeira parte do sermão, e o concluem com arminianismo, porque acham que isso os fará úteis. Um absurdo útil! É tudo o que isso é. Se um homem não pode ser útil com a verdade, não pode ser útil com um erro. O que há na doutrina pura é suficiente, sem a introdução de heresias, para pregar aos pecadores. O fato é que existem questões doutrinárias definidas envolvidas na controvérsia entre os dois sistemas, e quando defrontado por uma dessas questões o homem deve sustentar ou uma ou outra.

Algumas dessas questões podem ser expostas como segue: Haveria um plano de redenção pelo qual Deus Se determinou a salvar, mediante Cristo, algumas pessoas que Ele escolheu?

Acaso esse plano prove a concessão gratuita de todas as coisas necessárias para o seu cumprimento, ou seria o seu cumprimento condicionado pela aceitação do homem?

Porventura Cristo, em Sua morte, assegura infalivelmente a redenção de todos aqueles que Ele representou como substituto?

Ao regenerar pecadores, será que o Espírito Santo efetua plenamente o propósito do Pai e aplica infalivelmente a obra redentora de Cristo?

Seria possível resistir à obra regeneradora do Espírito?

Acaso somos regenerados, ou nascemos de novo, por causa da nossa fé e arrependimento, ou seria a fé efeito e resultado da regeneração?

Provavelmente há alguns que objetariam até mesmo à formulação de perguntas como essas. Os breves artigos doutrinários do movimento evangélico moderno - diferentemente das confissões reformadas dos séculos 16 e 17 - nada dizem sobre essas questões, presumivelmente porque isso não é mais considerado necessário. A atitude predominante tem sido a de desdenhar as proposições definidas da verdade e contender por obscuridade e indefinição, como se isso fosse mais espiritual e bíblico, e contribuísse mais para a manuten¬ção da unidade. Portanto, não é surpreendente que em tal atmosfera de baixa visibilidade espiritual tenha se tornado corrente a idéia de que um homem pode ser arminiano e calvinista.

 Iain Murray
O Rei Eterno - João Calvino

Ora, ao Rei eterno.(1 Tm 1.17) O entusiasmo de Paulo prorrompe nesta exclamação, já que não lhe era possível encontrar palavras adequadas para expressar sua gratidão. Essas explosões súbitas brotam de Paulo principalmente quando a imensidão do tema o subjuga e o faz interromper o que estava dizendo: “Ao Rei Eterno, imortal, invisível, o único Deus, seja a honra e a glória para sempre. Amém!” - Pois o que haveria de mais grandioso do que a conversão de Paulo? Ao mesmo tempo, ele admoesta a todos nós, à luz de seu exemplo pessoal, para que jamais visualizemos a graça demonstrada no chamamento divino sem mergulharmos em extasiante admiração. Esse sublime louvor dirigido à graça de Deus absorve toda a memória de sua vida anterior.

Incorruptível, invisível, o Deus único. Que infinita amplidão é a glória de Deus! Os atributos aqui atribuídos a Deus, ainda que sempre lhe pertencessem, não obstante se adequam perfeitamente bem ao presente contexto. Ele denomina Deus de eterno, ou Rei das eras, o qual jamais muda [incorruptível]. Denomina-o de invisível, visto que ele habita em luz inacessível, como o expressa por último, ou seja: o Deus único, o único sábio, visto que ele considera insensatez, e condena como vaidade, toda a sabedoria humana. Tudo isso se harmoniza com sua conclusão em Romanos 11.33: "O profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!" Seu intuito é levar-nos a contemplar a imensa e incompreensível sabedoria de Deus com uma reverência tal que, caso suas obras inundem nossas mentes, devemos ainda sentir-nos arrebatados pela perplexidade.

Há certa dúvida se com o termo 'único' ele quis reivindicar toda a glória exclusivamente para Deus ou intitulá-lo único sábio ou único Deus. O segundo sentido parece-me o melhor, pois se adequa bem ao seu presente tema, pondo em realce como o entendimento humano deve curvar-se diante do conselho secreto de Deus. Não que eu negue que o apóstolo esteja dizendo que Deus é o único digno de toda glória; pois, enquanto ele espalha fagulhas de sua glória diante de suas criaturas, ela ainda permanece sua em toda a plenitude e inteireza. Ambas as interpretações, porém, evidenciam plenamente que não há glória real senão em Deus.
Reformando o Culto
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Por: João Calvino

Com relação à adoração, a próxima acusação dos nossos inimigos, tem a ver com o fato de que, abolindo as observâncias pueris, que só levam à hipocrisia, nós adoramos a Deus de forma mais simples. Que de maneira alguma detratamos a espiritualidade da adoração é atestado pelos fatos. Pelo contrário, tendo a adoração em grande medida se degenerado, nós a restauramos em sua forma primitiva. Vejamos se a ofensa desferida contra nós é justa. Em termos doutrinários, eu sustento que estamos alinhados com os profetas; pois além da idolatria, não havia nada que eles reprovassem mais do que a falsa imaginação de que a adoração a Deus consistia de mera formalidade de ritos. Pois qual era o fundamento das suas declarações? Que Deus não habita e não atribui valor às cerimônias como um fim em si mesmo, mas que observa a fé e a verdade no coração; e que a única finalidade para a qual Ele as ordenou, e as aprovou, é que sirvam apenas de mero exercício da fé, da oração e do louvor. Os escritos de todos os profetas estão repletos deste conceito e não tenho observado que haja outra coisa que os tenha feito se ocupar mais.

Agora, não se pode, sem arrogância, negar que quando os reformadores apareceram, o mundo se encontrava, mais do que nunca, afligido por este tipo de cegueira. Foi então absolutamente necessário instar com os homens, da mesma forma que os profetas fizeram, e arrancar deles como pela força, a arrogância de imaginarem que Deus pudesse ficar satisfeito com estas cerimônias vazias, como crianças que se satisfazem com shows. Havia uma necessidade urgente de uma doutrina espiritual da adoração de Deus. Doutrina essa que se desvanecera das mentes dos homens. Que estas duas coisas foram fielmente realizadas por nós no passado e ainda agora realizamos, tanto nossos escritos, como os sermões claramente o atestam.

Censurando as cerimônias em si, e abolindo grande parte delas, confessamos que há algumas diferenças entre os profetas e nós. Eles censuraram seus compatriotas por confinarem a adoração na exterioridade das cerimônias, mesmo se tratando de cerimônias que foram instituídas por Deus mesmo. Nós rejeitamos que a mesma honra seja dada às invenções frívolas inventadas pelo homem. Eles, enquanto condenavam a superstição, deixaram intocadas as múltiplas cerimônias que agradou a Deus instituir, e que foram úteis e apropriadas para o tempo da tutelado; nosso trabalho tem sido corrigir numerosos ritos, que fazem a adoração, tanto andar de volta ao erro,, como de volta ao abuso, e além do mais ficar completamente fora de tempo. Pois, se quisermos colocar tudo numa tremenda confusão é só perder de vista a distinção entre a velha e a nova dispensação e o fato de que as cerimônias e suas observâncias, que eram úteis debaixo da Lei, agora, no entanto, são não somente supérfluas, como viciosas e absurdas.

Quando Cristo estava ausente e não havia ainda se manifestado, as cerimônias, que eram sombras Dele, nutriam a esperança do Seu advento no coração dos crentes. Mas agora que Sua glória está presente e visível, elas só o obscurecem. E nós vimos o que Deus mesmo fez. Pois estas cerimônias, que ordenou por um tempo, Ele agora as queimou para sempre. Paulo explica a razão: primeiro, desde que o corpo se manifestou em Cristo, o tipo, é claro, foi retirado; e segundo, é que Deus se agradou agora de instruir sua Igreja de forma diferente. (GI 4:5; CI 2: 4-14 e 17) Tendo então, Deus libertado Sua Igreja do fardo imposto a ela, eu pergunto, pode alguma coisa ser mais perverso do que os homens colocarem um novo fardo no lugar do velho? Tendo Deus prescrito certa economia, quão presunçoso seria estabelecer algo contrário e abertamente repudiado por Ele?

Mas o pior de tudo é que apesar de Deus, tão freqüente e severamente proibir todo tipo de adoração prescrita pelo homem, a única adoração prestada a Ele, consistia de invenções humanas.

Baseado em que, então, os nossos Inimigos vociferam que nesta matéria, lançamos a rei igião ao vento? Primeiro, não estendemos um dedo sequer, senão naquilo que Cristo mesmo considerou de nenhum valor, quando declarou que era vã a adoração a Deus pela tradição humana. A coisa poderia ser mais tolerável, se as conseqüências fossem apenas um desperdício de energia dos homens, por exercerem uma adoração sem valor. Mas, o que tenho observado, é que em muitas passagens, Deus proíbe, qualquer nova adoração, não sancionada pela Sua Palavra; desde que ele declara que se sente terrivelmente ofendido com a presunção dos que inventam tais adoração, e ameaça com severa punição. Fica claro então que a reforma que introduzimos era requerida e muito necessária.

Eu não estou desapercebido, de quão difícil é persuadir o mundo de que Deus rejeita e mesmo abomina tudo relacionado à sua adoração, que provém de invenções por parte da razão humana. O engano nessa matéria, deve-se à várias causas; "Todo mundo pensa alto a respeito de si mesmo", como diz velho provérbio. Sendo assim, o que produzimos com nossa própria mente, nos deleita, e além do mais, como Paulo admite, essa adoração fictícia, freqüentemente manifesta alguma aparência de sabedoria (Col 2:23). Então, como na maioria das vezes, se apresenta com um esplendor exterior que enche os olhos e agrada muito mais a nossa carne natural, do que aquela que Deus aprova e requer, e que não tem tanta ostentação. Mas não há nada que cegue tanto o entendimento dos homens e os engana no entendimento desse assunto, do que a hipocrisia. Pois, enquanto é devido ao verdadeiro adorador entregar-se de coração e mente, os homens estão sempre desejando inventar um modo de servir a Deus de forma totalmente diferente daquela que foi descrita, seu objetivo é apresentar a Ele um certo corpo de observâncias, e resguarda a mente para eles próprios. Além do mais, eles imaginam que quando impõem a Ele, uma pompa externa, conseguem, por este artifício, evadirem-se de entregarem-se a si próprio. Esta é a razão, porque se submetem a inumeráveis observâncias, que miseravelmente os fadiga sem medida e sem fim, e os faz preferir escolher vagar em um perpétuo labirinto, do que adorar a Deus, simplesmente, em espírito e verdade.

Fonte: Revista Os Puritanos, Ano XI – nº 02 – Abril/Maio/Junho de 2003. Páginas 22 e 23.
Via: [ Eleitos de Deus ]

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Até que ponto Deus quer que eu cuide do meu corpo físico?
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Por John Piper

P.: Ter uma vida nova em Cristo significa que eu deveria esperar ter, e me esforçar para ter, uma saúde física melhor? Até que ponto Deus quer que eu cuide do meu corpo físico?

Boa pergunta. Ele quer sim que você cuide do seu corpo físico. Alguns textos me vêm à mente.

Um deles é o que diz que nossos corpos são o templo do Espírito santo (1 Coríntios 6). E o contexto ali é o de não entregar seu corpo a uma prostituta. Mas a implicação é que nossos corpos são santos e reverentes.

Isso me impediu de fumar quando era adolescente! Realmente impediu! A instrução de minha mãe: "Filho, seu corpo é o templo do Espírito santo, e obter um câncer de pulmão por causa desse tipo de prazer não é tratar o Espírito Santo corretamente." Isso funcionou para mim! Ainda funciona.

Mas há outro texto que se aproxima ainda mais. Um pouco antes, naquele mesmo capítulo, ele não está lidando com prostitutas; ele está lidando com comida. O slogan em Corinto era (eu imagino que era um slogan em Corinto): "O estômago para a comida e comida para o estômago, e ambos serão destruídos no inferno". Isso está indicado pelo seu estilo docético de viver: "Coma tudo que você quiser. Não importa o que você come." E Paulo disse: "Afirmação verdadeira, mas eu não serei escravizado pelo que quer que seja!" E o contexto ali é comida.

A razão porque as pessoas não têm saúde é porque elas estão escravizadas. Elas estão escravizadas à preguiça e à comida. Assim elas comem demais e se exercitam muito pouco. E elas têm ataques do coração e contraem diabetes. E Deus considera que este é um problema espiritual.

Portanto, nós deveríamos nos esforçar espiritualmente. O que será que Paulo quis dizer quando disse: "eu não me deixarei dominar por nenhuma delas?" Ele quis dizer: "Cristo é meu mestre!"

E um terceiro texto que vem à mente é: "...o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e ..." O quê? "domínio próprio" - egkrateia (Gálatas 5:22-23).

E mais uma vez, predominantemente, o domínio próprio sexual está em vista; mas é a mesma coisa. A expressão "domínio próprio" não é, talvez, a melhor tradução, porque é , na verdade, um trabalho do Espírito santo.

Portanto, devemos lutar contra qualquer coisa que prejudique nossa saúde. Se comer demais nos faz mal, lutemos contra isso por meio do Espírito. Se a preguiça e a falta de exercício nos fazem mal, lutemos contra isso no poder do Espírito Santo. Ou seja, crendo nas promessas de Deus, orando ao Espírito Santo para que Ele venha, enchendo-se de força e coragem e negando a si mesmo.

Cristianismo é abnegação... por uma alegria mais elevada. E eu não desejo que o meu hedonismo cristão signifique que tudo é fácil. Não é. Praticamente nada que valha a pena fazer será fácil, até chegarmos ao céu. Então tudo será fácil.

Ele se preocupa com nossos corpos. Foi Ele que os deu para nós. Ele gostaria que eles fossem saudáveis e que durassem muito tempo, até que decida levá-los.

Fonte: [
Bom Caminho ]
Via: [
Blog dos Eleitos ]
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